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PROJETO FOLCLORE
Objetivos · Resgatar , vivenciar e valorizar
manifestações da cultura popular brasileira; · Conhecer a importância do folclore para a
comunidade. Metodologia · Pesquisar com os alunos manifestações da
cultura popular brasileira · Analisar cada uma delas. · Criar desenhos que possam ilustrar o
trabalho. O que
pode ser trabalhado com este projeto? · Língua Portuguesa -> ortografia, escrita e
leitura. · Artes -> criatividade, expressão gráfica. · Estudos Sociais -> as regiões, os
costumes, a maneira de expressar-se. Atividades · Navegar em alguns sites para pesquisar sobre
folclore · Discutir com o grupo a cultura popular
brasileira · Construir um texto próprio sobre folclore · Ilustrar Produção
Final · Confecção de um livro de folclore a partir
dos trabalhos dos próprios alunos · Disponibilizar este material na Página KHouse Site de
apoio |
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Objetivos:
· Incentivar a entender a
sabedoria popular;
· Conhecer as principais
lendas e personagens (Saci-pererê, Iara, Negrinho do Pastoreio,
tatus brancos, Curupira, as Amazonas, boto, boitatá, lobisomem, quimbungo, etc.), tradições culturais, comidas típicas e
rituais religiosos;
· Comparar o folclore
brasileiro com o folclore de outros paises;
· Descobrir o uso,
costumes e a utilização dos recursos próprios dos locais em que vivem.
Metodologia:
· Pesquisar sobre as
lendas e mitos do folclore brasileiro;
· Entrevistar os amigos
sobre as lendas e mitos que conhecem;
· Produzir textos sobre
as diferentes lendas e mitos do folclore brasileiro;
· Refletir sobre a
importância do folclore para a cultura nacional;
· Perceber os tipos de
manifestações (carnaval, congada, folia de reis, festa junina, etc) folclóricas no Brasil;
· Realizar trabalhos em
dupla. · Produção Final:
· Construir um livro com
algumas lendas e mitos do folclore brasileiro;
· Disponibilizaremos o
livro na página do projeto.
O que pode
ser trabalhado com este projeto?
· Leitura e escrita,
produção textual;
· Criatividade;
· Folclore brasileiro,
cultura brasileira;
· Características
regionais
Algumas lendas e mitos do
folclore brasileiro:
Boitatá
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas, florestas e os
animais. Possui a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a
natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos
primeiros do folclore
brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá
em cartas do padre José de Anchieta, em 1560. Na região Nordeste
do Brasil, o boitatá é conhecido como fogo que corre.
Boto
A lenda
do boto surgiu, provavelmente, na região amazônica. Esta figura folclórica
é representada por um homem jovem, bonito e charmoso que seduz mulheres
em bailes e festas. Após a conquista, conduz as jovens para a beira de um rio e
as engravida. Antes da madrugada, ele mergulha nas águas do rio para
transformar-se num lindo boto.
Curupira
Assim como o boitatá, o curupira
também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um
anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos
que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos
habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.
Lobisomem
Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi
atacado por um lobo
numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de
transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca
todos aqueles que encontra pela frente. Somente um
tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.
Mãe-D'água
Encontramos na mitologia
universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água:
a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e
metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los
para o fundo das águas.
Corpo-seco
É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas.
Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins,
chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado
pela terra e teve que viver como uma alma penada.
Pisadeira
É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga
das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as
pessoas vão dormir de estômago muito cheio.
Mula-sem-cabeça
Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um
padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem
parar, enquanto solta fogo pelas narinas.
Mãe-de-ouro
Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra
jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa
que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher
bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas
famílias.
Saci-Pererê
O saci
é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu
cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando
travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida
e acordar pessoas com gargalhadas. Comum
A
Bruxa
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A Bruxa dos medos infantis só aparece nas ameaças noturnas quando a criança
teima em não dormir. É um mito comum
O Zumbi
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Interessante mito do nosso Folclore, que algumas vezes se confunde com o Saci,
ou mesmo com o Heroi que liderou a rebelião dos
Palmares Alagoanos. É um mito que explica inclusive de onde surgiu
algumas expressões importantes do nosso vocabulário.
A Cuca
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Embora a maioria a identifique como uma velha enrugada, de
cabelos brancos e assanhados, muito magra, sempre ávida por crianças que não
querem dormir cedo e fazem barulho, há muito mais por trás desse curioso
mito de nossa cadeia folclórica.
A Lenda do Curupira ou
Caipora
Personagem protetor das florestas e dos animais e tem os pés ao contrário.
Dizem ser originária do Sudeste, mas, na verdade por ser um mito comum em todo
o mundo, é comum também
O Boi-Tatá
Animal extraordinário que vive nos rios e tem os olhos de fogo. Este mito,
apesar de muito comum entre os índios, ocorre em todo país e na América do Sul
e Central.
A Matinta-Perêra
Misteriosa criatura, ora pássaro ora gente, que vive nas matas. Embora, muito
comum nos estados da Região Norte, é conhecido no País inteiro, já que é uma
variação da Lenda do Saci Pererê e do Caipora.
O Lobisomem
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Criatura, metade homem e metade lobo. De acordo com a lenda se alimentava de
crianças. Lenda Européia, mas hoje comum em todo mundo.
A Mula-sem-Cabeça
Uma estranha aparição que corre pelas ruas dos pequenos povoados assustando
todo mundo. Dependendo da região, ela pode ou não ter cabeça.
A Mulher da Meia Noite
Aparição na forma de uma mulher jovem e bonita, que encanta a todos e
desaparece na porta dos cemitérios. Eis um mito que ocorre nas américas e na Europa, com relatos
desde a Idade Média. O personagem, pode variar de um
País para outro.
Região Centro Oeste
Romãozinho - (Atenção: Conteúdo Forte para crianças)
Eis a lenda de um menino que era a maldade
Região Nordeste
A Cabeça Satânica
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Dizem que este ser seria a própria encarnação do mal.
Aparece em lugares malditos e seu nome jamais deve ser pronunciado.
A Besta Fera
Terrível criatura que assusta as cidades do interior do País. Conforme a crença
é o próprio demônio.
A Cidade Encantada de Jericoacoara
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Lenda de uma misteriosa cidade subterrânea, no litoral do Ceará, com torres de
ouro e uma princesa encantada.
O Papa Figo
Personagem muito popular, que sofre de uma terrível doença, cuja cura é o
fígado de crianças. Por isso dá presentes às crianças para atraí-las.
Lembra mito Europeu do Velho do Saco. Essa versão do Papa Figo, foi primeiro
relatada no Nordeste, na cidade de Recife, Pernambuco.
O Barba
Ruiva
Mito que nasceu no Piauí, às margens da Lagoa Paranaguá. É a história de um
estranho homem de Barba Ruiva ou Branca, que corre atrás das mulheres...
A Cabra-Cabriola
Terrível criatura que pega meninos malcriados e desobedientes. Ela entra nas
casas ao farejar que lá dentro, tem menino que não obedece aos pais ou mija na cama.
Região Norte
A Mãe-Dágua
- A Iara
Lenda da sereia que com seu canto mágico, atrai as pessoas para o fundo dos
rios.
A Lenda da Cobra Grande -
Boiúna ou Cobra Norato
Incrível história de uma índia que deu à luz a dois filhos que eram Cobras...
A Lenda da Vitória Régia
Mito indígena que conta como surgiu a planta, que só
existe no Amazonas, chamada Vitória Régia.
Região Sudeste
Chibamba
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Lenda de um fantasma do sul da província de Minas Gerais, que amedronta
crianças choronas. Anda envolto com uma esteira de bananeira, ronca como um
porco, e dança enquanto caminha.
A Lenda do Saci-Pererê
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História ilustrada com a lenda desse personagem símbolo do nosso folclore.
Junto com o Caipora, é sem dúvida o mais famoso personagem do folclore
brasileiro.
A Missa dos Mortos
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Lenda de uma misteriosa missa que de tempos em tempos é realizada para aliviar
as almas penadas.
Região Sul
O Negrinho do Pastoreio
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O mais popular Mito do Sul do País. É a história de um pequeno escravo que se
tornou mártir.
Parlendas
É uma arrumação de palavras sem acompanhamento de melodia,
mas às vezes rimada, obedecendo a um ritmo que a própria metrificação lhe
empresta. A finalidade é entreter a criança, ensinando-lhe algo. No interior,
aí pela noitinha, naquela hora conhecida como “boca da noite”, as mulheres
costumam brincar com seus filhos ensinando-lhes parlendas,
brinquedos e trava-línguas. Uma das mais comuns é a elas ensinam aos filhos
apontando-lhes os dedinhos da mão – Minguinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo e mata piolho.
Quando os ensina a bater palmas ou balança a rede, o berço ou a cadeira, diz:
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Palma, palminha,
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Outras variantes são:
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Bão, babalão, |
0u |
Bão-balalão! |
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Hoje é domingo |
0u |
Amanhã é domingo,
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Dinglin... dingues,
Maria Pires? |
0u |
Cadê o toicinho daqui?
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Os portugueses denominam as parlendas cantilenas
ou lengalengas. Na literatura oral é um dos entendimentos iniciais para a
criança e uma das fórmulas verbais que ficam,
indeléveis, na memória adulta.
Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis.
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Serra, serra,
serrador! Serra o papo do vovô! Quantas tábuas já serrou?
Uma delas diz um número e as duas, sem soltarem as mãos, dão um giro completo
com os braços, num movimento gracioso.
Repetem os giros até completar o número dito por uma das crianças.
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Um elefante amola muita gente...
Dois elefantes... amola, amola muita gente...
Três elefantes... amola, amola, amola muita gente...
Quatro elefantes amola, amola, amola, amola muito mais...
(continua...)
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– Cala a boca!
– Cala a boca já morrei
Quem manda em você sou eu!
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- Enganei um bobo...
Na casca do ovo!
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Dedo Mindinho
Seu vizinho,
Maior de todos
Fura-bolos
Cata-piolhos. "Um,
dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, bolo inglês.
Sete, oito, comer biscoito.
Nove, dez, comer pastéis" .
"Batatinha quando nasce
se esparrama pelo chão.
Menininha quando dorme
põe a mão no coração".
"O cravo brigou com a rosa
debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
e a rosa despetalada".
"Chuva e sol,
casamento de espanhol.
Sol e chuva,
casamento de viúva".
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Bão, babalão, |
Bão-balalão! |
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Hoje
é domingo |
Amanhã
é domingo, |
TRAVALÍNGUAS
"São parlendas que ajudam a dicção. Ao
falar rapidamente as palavras, a língua costuma ficar presa, travada. Daí o
nome de travalíngua".
Leia algumas:
O rato
roeu a roupa do rei de Roma. O rei roxo de raiva rallhou
pra rainha remendar.
Quem a
paca cara compra, cara a paca pagará.
Debaixo
da pia tem um pinto, quando a bica pinga, o pinto pia.
O peito do
pé do pai do padre Pedro é preto.
Num
ninho de mafagafos,
seis mafagafinhos há.
Quem os desmafagafizar
bom desmafagafizador será.
O bispo
de Constantinopla
Quer se desconstantinopolizar
Quem conseguir desconstantinopolizar
O bispo de Constantinopla
Bom desconstantinopolizador será.
A babá
boa bebeu o leite do bebê.
Farofa
feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.
- O Tatá tá?
- Não. O Tatá não tá.
- Mas o tio do Tatá tá.
E quando o Tatá não tá e o
tio do Tatá tá é o mesmo
que o Tatá tá. Tá?
- Tá!
A pipa pinga, o pinto pia. Quanto mais o pinto
pia, mais a pipa pinga.
Lá vem o
velho Félix com um fole velho nas costas. Tanto fala o velho Félix como o fole
do velho Félix fala.
E era o
sapo dentro do saco
E o saco com o sapo dentro
E o sapo fazendo papo
E o papo fazendo vento.
O tempo
perguntou ao tempo
quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu ao tempo
que o tempo não tem tempo,
nem tempo o tempo tem.
Quando
digo "digo",
digo "digo", não digo "Diogo".
Quando digo "Diogo",
digo "Diogo", não digo "digo".
Jararaca
é carajá. Jaca cara é jacaré.
Lanço o
laço no salão.
O lenço lanço, a lança não.
Um papo
de pato num prato de prata.
O sábio
soube saber que o sabiá sabia assobiar.
Adivinhações