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O HOMEM LOBO
No interior de Minas Gerais, em 1956, minha avó Sebastiana viveu um causo muito horripilante. Ela morava com meu avô Benedito, um filho e à espera de outro. Ficavam até o cair da noite à espera do seu marido que trabalhava numa fazenda próxima.
Em um final de tarde de inverno, a escuridão quase total, ouviram um barulho na janela, minha avó correu com seu filho, assustada, mas só ouviu um ruído muito estranho, junto com ruídos de cachorro.
Amedrontada, porém curiosa, sondou pela fresta que havia em sua janela, levou um grande susto, pois enxergou um rosto horrível e peludo igual a de um cão. Começou a rezar, pedindo à Nossa Senhora que seu marido chegasse logo.
Apesar do medo, acabou dormindo junto a seu filho, quando de repente acordou com o barulho de alguém ou alguma coisa forçando a porta para entrar.
Começou a chorar e em questão de segundos, pode ver seu marido entrando, muito eufórico. Ele chamou-a, mostrou-lhe as garras na porta e apontou para o matagal em frente à casa, onde puderam avistar um vulto se distanciando na escuridão.
Meu avô disse que tinham sido visitados pelo famoso homem lobo de Minas Gerais.
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