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AS IRMÃS TATAS
Eram quatro irmãs tatibitates e a mãe delas tinha muito desgosto com esse defeito. Como as queria casar, aconselhava que não falassem diante de gente estranha, dando muita impressão má.
- Quem falar, não casará, ameaçava a velha.
Uma vez, saíra a mãe, e as quatro moças estavam em casa quando apareceu um rapaz bem vestido, pedindo um copo d'água para beber. A mais velha correu para buscar a moringa mas o fez tão imprudentemente que lhe escapou das mãos e espatifou-se no chão.
A moça, não se contendo disse:
- Lá se quêbou a tatinha de mamãe! (Lá se quebrou a moringa de mamãe!).
A Segunda:
- Que si quêbou, que sei québasse! (Que se quebrou, que se quebrasse!).
A terceira, lembrada das recomendações maternas:
- Mamãe num dissi que a genti num faiásse? (Mamãe não disse que a gente não falasse?).
A última, tranqüila pela sua conduta:
- Eu, cumu num faiêi, cazaêi! (Eu, como não falei, casarei!).
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